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Educação Socioemocional na prática

Veja a ação realizada pelo terceirão voltada para a valorização da vida


por Isabella Fùmo


No dia 27 de outubro, o terceirão invadiu as salas do fund 1 e 2 para deixar uma mensagem muito importante! Eles, que estão se despedindo do colégio, falaram sobre bullying e deixaram suas impressões sobre suas vivências. Nada melhor do que eles mesmos falando sobre o assunto, né?


Acompanhei a atividade organizada pelo meu amigo, o professor Lucas de Redação do Ensino Médio, que foi extremamente acolhedor ao ouvir a proposta que partiu do 3°EM e soube conduzir tudo de forma muito sensível.

A ideia nasceu a partir de um dos temas das aulas de itinerário que consistia na criação de uma campanha publicitária com fins sociais. Aproveitando que dia 20 de outubro foi o dia mundial de combate ao #bullying, os alunos desenvolveram uma “ativação” dentro do escopo do que viria ser a campanha. Essa ativação despertou neles a necessidade de fugir dos tradicionais cartazes e partir para a ação, para o tocar corações a partir de suas experiências e do que esperam da escola daqui para frente.


De repente, numa manhã de sexta-feira, a escola toda estava envolvida no projeto, sem grande alarde e na medida certa. O assunto ecoou pelos corredores e fez meninos e meninas pensarem em si, sobre seus sentimentos e na importância do autoconhecimento.

Eu, que fui professora da turma que apresentou, fiquei babando na condução da atividade.


Era como se uma fenda no tempo tivesse sido aberta e eu pudesse ver futuro, passado e presente ao mesmo tempo.

Senti um baita orgulho por fazer parte da trajetória dos mais velhos e mais feliz ainda ao ver os olhares atentos dos mais novos.


Foi nítido como os espectadores gostaram da atividade, participaram ativamente e alguns até se permitiram chorar. A mensagem foi passada, sementes plantadas. O assunto foi sério, como eles dizem: papo reto!


Mal saí da escola e já ouvi os burburinhos, alunos, pais, irmãos, colegas. Todos comentando sobre a importância da ação, tão simples, mas de uma grandiosidade sem dimensão.


É assim, da mesma forma que a delicadeza da água é capaz de perfurar pedras no tempo certo, somos nós em sala de aula: devagar, contornando os obstáculos e permeando corações!


Esse foi um daqueles dias que fazem tudo valer a pena. Há quem diga que, mesmo com o cansaço do fim do ano, valeu ter ido na aula.

Valeu mesmo, pois a aula desse dia 27 de outubro não tem na apostila e a prova é lá fora, na vida.


(Este texto está em 1ª pessoa, pois não é simplesmente uma notícia, é um relato pessoal sobre a importante experiência que vivi como docente)




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