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Vamos falar um pouquinho sobre Alfabetização?

Saiba mais sobre o conjunto de práticas que antecedem o desenvolvimento da escrita e da leitura

por professora Patrícia Roth


É muito comum ouvir dizer que a alfabetização começa por volta dos seis ou sete anos. Mas a verdade é que ela inicia bem antes disso: quantas vezes você já ouviu alguém dizer que se uma criança de quase 2 anos de idade tem dificuldade em se comunicar verbalmente, é sugerido colocá-la na escola, pois sua interação socioemocional irá auxiliar nesse processo?

Essa é uma orientação bastante perspicaz, pois é na Educação Infantil que iniciamos a base da alfabetização e preparamos a criança para muito além do aprendizado da leitura e escrita, mas para a sua consolidação quanto indivíduo, capacitando-a para interagir nas mais diversas situações sociais nas quais for colocada.

É na Educação Infantil que as crianças são estimuladas a desenvolverem as habilidades por meio de atividades lúdicas, sociais e interativas fundamentais para o futuro desempenho da leitura e da linguagem.

Vale ressaltar, no entanto, que, apesar de existirem idades que são tidas como base pelos diversos estudos nas áreas de Pedagogia, Psicologia, Psicopedagogia e Neurologia, o tempo de cada criança é bastante pessoal e está ligado, também, aos estímulos que ela recebe em casa.

O papel da escola, nesse momento, é fundamental, pois é em sala de aula que ela terá o suporte necessário para conseguir desenvolver as capacidades que desembocam em atividades mais complexas, como a escrita e a leitura, no caso.


Voltemos à alfabetização

Os professores cuidadosamente estimulam diversas habilidades da criança como a memória, a imaginação, a atenção, a noção espacial, a lateralidade, a noção de tempo e espaço e muitas outras, de acordo com o que é solicitado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias ou atividades artísticas, fazem parte do leque de incontáveis possibilidades para se trabalhar as mais diferentes aptidões.

Vocês se lembram das atividades para desenhar o caminho da abelha? Aquela é uma prática importantíssima para o desenvolvimento da coordenação motora fina que influenciará na caligrafia da criança, principalmente para a letra cursiva.

Além disso, também faz parte do processo de alfabetização adotar hábitos de autocuidado relacionados à higiene, à alimentação, ao conforto e à aparência.


Então Educação Infantil não é só brincar?

De fato, ao perguntar para uma criança da Educação Infantil o que ela fez durante o dia no colégio, ela dirá que brincou o tempo todo.

E, sim, ela brincou. Pelo menos na visão dela. Porém, é dessa forma que as crianças devem ser motivadas a aprender e terem gosto pela aprendizagem. Ainda que ela não perceba, as brincadeiras todas têm motivações pedagógicas que promoverão ganhos importantíssimos, mas em doses que se tornem um aprendizado que não será esquecido numa gaveta da mente. Estão entre esses ganhos o desenvolvimento motor, a noção espacial, a capacidade narrativa e desenvolvimento da fala, a coordenação motora grossa e, a depender da atividade, a coordenação motora fina também.

Então, correr, pular, pintar, cantar e brincar com diferentes tipos de dinâmicas e materiais ajuda a criança a desenvolver com segurança os seus movimentos, auxiliando, assim, o processo de alfabetização.

É essa interação por meio da vivência escolar que estimulará a imaginação, a curiosidade e o interesse das crianças pela leitura e pelo mundo das palavras.




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