Momentos Poéticos 2016: Monteiro Lobato, um projeto, uma missão

Na última, sexta-feira, 20/05/2016, ocorreu, no Colégio Guilherme de Almeida, o nosso tradicional Momentos Poéticos, no qual professores, funcionários,  pais e alunos vivenciaram um instante mágico e único de poesia e arte.

Neste ano, tivemos a honra de apresentar Monteiro Lobato (1882 -1948).  Conhecido principalmente por sua obra infantil, sobretudo por ficções que envolvem a turma do sítio do picapau amarelo, Monteiro Lobato também se dedicou à obra adulta, a exemplo de Urupês(1918), Negrinha (1920) e Cidades Mortas (1919). Enfrentou políticos, como Getúlio Vargas, denunciando, através de seu eterno caipira Jeca Tatu, a nossa miséria social e intelectual.

 

Foi fazendeiro em Taubaté, sua cidade natal, da qual partiu para viajar o mundo; empresário, em Mato Grosso, fundando instituições para a exploração do petróleo; e um grande polemista, deixando ressentimentos entre os modernistas que o admiravam, ao criticar, em seu famosíssimo artigo “Paranoia ou Mistificação”, a arte moderna desenvolvida pela pintora Anita Malfatti.

 

Foi figura contraditória. Mas contraditória também foi a sua época, cheia de preconceitos e discriminações. Dessa forma, o escritor foi, antes de tudo, um homem de seu tempo e que elevou-se diante dos demais ao enxergar que sua missão era alimentar, através da literatura, os sonhos de nossas crianças, despertando-lhes para o encantamento, para as palavras de gentileza e de sensibilidade.

 

O evento contou com participação do Ensino Fundamental I, II e Médio.

 

A partir da leitura de O minotauro (1939), versão em quadrinhos, alunos do 5º ano, Fund. I, sob a orientação da Professora Monike Rodrigues, recriaram o divertido episódio em que Tia Anastácia é sequestrada pelo mitológico minotauro, levando a turma do sítio do picapau amarelo a se aventurar pela belíssima cultura grega, ao visitar o berço de nossa civilização.

 

Já o 6º ano, Fund. II, organizado pela professora Cristina Gomes, apresentou-nos o livroFábulas (1922). E assim, de maneira alegre e ritmada, nossos alunos nos encantaram ao encenar famosas fábulas, como a “Cigarra e a Formiga”, dando-nos  verdadeiras lições de vida.

 

A partir da linguagem poética e espontânea do livro Reinações de Narizinho (1931), alunos do 7º ano, Fund. II, sob a orientação da Professora Beatriz Bezerra, dramatizaram um interessante jogo de ilusões, discutindo, de modo bastante vivaz, a natureza da ficção.

 

Entre os deliciosos e divertidos contos do livro Histórias Diversas, “O periscópio” e “A violeta orgulhosa” chamaram a atenção de nossos alunos do 8º ano, Fund. II, que, sob a orientação da Professora Sandra Casemiro, representaram não só a inventividade e sabedoria curiosa do Visconde, mas também certas questões que nos entristecem, como o preconceito e desigualdade social.

 

O mundo do encantamento também apareceu com o 9º ano, através do clássico Emília no país da gramática (1934), orientado pelo Professor Eneas Sicchierolli. Entre personagens que habitam lugares distantes e encantados, existe o mundo das palavras. Nessa interessante viagem pelo país da gramática, a turma do sítio do picapau amarelo desvela uma sociedade cheia de contradições, mas também muito divertida, ao se deparar com os arcaísmos (palavras antigas e desusadas) e gírias, por exemplo, em um evidente conflito entre gerações.

               

Crítica social é igualmente parte da reflexão dos alunos do 1ºEM, orientados pelo Professor Klaus Merschbacher. Seduzidos pelo conto “Negrinha”, presente no livro de mesmo nome, publicado pela primeira vez em 1920, nossos alunos recriaram a sensibilidade infantil que, a todo momento, é ceifada pela crueldade de um sistema social que herdou os preconceitos e abusos de uma sociedade escravocrata, ao punir uma doce menina, somente pelo fato de esta ser negra.

 

Finalmente, inspirados no conto “A vingança da Peroba”, presente no livro Urupês (1918), sobretudo na lenda de que certas árvores se vingam por terem sido cortadas, no caso, a peroba que se vinga por ter sido transformada em monjolo, isto é, em “tecnologia”, alunos do 2ºEM atualizaram a história para os dias de hoje, trazendo uma profunda reflexão a respeito de como a tecnologia, mais especificamente o celular, pode interferir negativamente em nossas vidas.

 

A noite dos Momentos poéticos também nos deu como presentes não só os tons e ritmos aos quais nos envolveu o puro lirismo do Coral Cantabile, mas também um magnífico retrato móvel de Monteiro Lobato, idealizado e pintado pelo professor Luiz Gesini.

               

O Momentos Poéticos foi coordenado pela professora Sandra Casemiro, com colaboração da Professora de teatro Giovana Possenti, do Professor Lucas Araújo, e da Diretora D.Hiroko Ando, com a finalidade de incentivar e valorizar a cultura e a arte, já que acreditamos que esta é o alento da alma e o meio para a construção de uma sociedade melhor.

 

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